Como não pagar taxas do banco

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Diga não às taxas de bancos

Você sabia que é possível ter uma conta corrente e não pagar taxa de manutenção, e principalmente não pagar taxas de transferências eletrônicas (TED, DOC)? Isso é uma lei, acessível a qualquer um!

Desde o final de 2010 o Banco Central proíbe bancos de cobrarem tarifas no caso de contas que utilizem apenas meios eletrônicos em contrato.

E por que você não sabia disso?

Essa é fácil: por que é que os bancos iriam te empurrar um serviço gratuito deles mesmos, sendo que muitos já utilizam o mesmo serviço e pagam por isso?

Eu (e grande maioria dos leitores do blog) pago uma taxa de manutenção de minha conta corrente que inclui diversos serviços. Mesmo assim eu:

  • evito ao máximo ir a agência;
  • fujo do meu gerente (muitos nem sabem quem é o seu gerente);
  • nunca fiz um pagamento/operação pessoalmente no caixa, e pretendo nunca fazer;
  • nunca apliquei em nenhum fundo de banco, ou qualquer outro produto que oferecem (poupança, CDB, Hiperfundo, título de capitalização, consórcio, seguros e etc);
  • nunca precisei de crédito e espero nunca precisar;
  • utilizo cheque apenas como “cheque caução” na compra de engradados de cerveja;
  • acesso minha conta somente através da internet.

Para quem possui perfil parecido com o meu (Geração Y), saiba que já vale a pena ter a sua conta digital/virtual!

Esta conta oferece alguns serviços ilimitados gratuitos, mas passa a cobrar por outros (que já possuíam seus custos embutidos na taxa de manutenção).

O que a conta inclui sem custo e o que cobra

Segue o que está incluso sem nenhuma taxa:

  • Abertura da conta
  • TEDs e DOCs ilimitados (transferências intra e interbancárias)
  • Consultas de extrato e saldo pela internet
  • Pagamento de contas pela internet
  • Saques e depósitos em caixa eletrônico
  • Cartão de débito entregue por correio

O que é cobrado:

  • Qualquer operação que utilize atendimento pessoal. Exemplos: operações feitas pessoalmente no caixa, com o gerente ou por telefone
  • Talão de cheques
  • Cartão de crédito

É bom lembrar que você ainda pode fazer as mesmas coisas que antes, só a tarifação que mudou. Alguns itens não são mais cobrados (que são exatamente os que eu mais uso) e outros agora são (os que eu não uso).

Com relação ao cartão de crédito, fica a única ressalva que tenho até agora. Hoje eu possuo um cartão que me fornece uma razoável quantidade de milhas, e que não possui anuidade. Esta isenção de anuidade é feita pelo meu gerente porque gasto a quantidade anual necessária para isto. Na conta digital/virtual não existe a interação cliente/gerente, mas sempre há outras maneiras de conseguir descontos em taxas de anuidade: recomendo fortemente o vídeo de negociação de anuidade de cartão de crédito da Arata Academy.

E o que você ganha com isso?

Ninguém gosta de pagar taxas por algo que não utiliza, mas tem outro motivo importante: para o pequeno investidor, o custo da TED/DOC pode influenciar bastante a frequência de suas aplicações (Ex.: o custo de R$ 8 de um DOC para um investimento de R$ 200 equivale a 4%, o que é bem significativo).

Mas saiba porque eu acho que você deveria abrir sua conta digital agora.

Mas como fazer para abrir esta conta?

Dos que eu tenho certeza, hoje existem a iConta do Itaú, a DigiConta do Bradesco e a Conta Digital do Banco do Brasil (como alguns leitores informaram, o Banco do Brasil não oferece mais a sua opção de conta digital no momento). Como é de graça, eu já abri a minha.

Em outro artigo conto a minha experiência, e se eu descobri alguma malandragem dos bancos no meio do caminho.

Nossos amigos do blog QueroFicarRico já fizeram artigos sobre a conta digital/virtual do Banco do Brasil e do Itaú, vale a pena conferir. O blog Efetividade também falou das contas digitais. Recomendo ler também os comentários do artigo, com leitores e suas experiências com estas contas.

Quem já tiver alguma experiência com o assunto, deixe seu comentário!

Vitor Nagata é editor do Blog do Investidor e profissional da área de investimentos.

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229 COMENTÁRIOS

  1. Fui no Bradesco, após a migração do HSBC, para migrar para a digiconta e o gerente queria tripudiar comigo. Bem, ele ficou um tempão fuçando no sistema (puxando meu histórico) e com certeza viu o que eu fiz com a Previdência que tinha, CDB, e nesse mesmo dia tinha pedido resgate de um título de capitalização (sim, caí nessa, e nunca mais caio). Já tinha alguns títulos do Tesouro direto, transformei tudo isso em mais títulos, LCA, LCI, LC e outros CDBs mas na Easynvest (também sem taxas). Estou aguardando a transferência da custódia de outros títulos que estavam no HSBC e foram para a Ágora corretora.
    Essa migração foi e está sendo uma porcaria para todo mundo. O que era concentrado num só banco com uma só senha foi pulverizado para várias empresas dentro do grupo Bradesco, cada uma enviando carta de código de acesso e senha. Pede token para tudo, inclusive já tive que digitar token no caixa, com o cartão de chip enfiado e senha do cartão. A conta vem toda travada, precisa ficar ligando toda hora para liberar transação (e aquela sessão de digitar senha da conta, senha eletrônica, código do token…).
    Enfim, ele pediu cópia do meu último Imposto de Renda, que mandei por email e ainda deixei o formulário de adesão a Digiconta. Acredita que no final ele me ofereceu outro título de capitalização? Falei para ele “Nunca mais” pois eu tinha lido o contrato e analisado a tabela de capitalização, estava ali para resgatar o meu título porque faltavam só duas para finalizar os 60 meses e já havia expirado a carência, poderia sacar os “100% investidos”.
    Por segurança, fui no Itaú e concluí o processo da Digiconta, vamos ver o que é menos pior.
    Banco não é lugar para fazer investimento. Serve só para salário, transferir e receber dinheiro, além de pagar boleto sem enfrentar fila. Quer investimento: procure uma corretora, de preferência não atrelada à banco, pois elas também não dão o mesmo retorno.